Educação e inclusão digital

Rumores também podem matar!
Moçambique assiste à circulação de informações e acusações relacionadas ao fenómeno social associado ao medo de encolhimento de órgãos genitais, conhecido em alguns estudos como síndrome de Koro. A uma situação que já provocou medo, tensão social e episódios graves de violência em algumas regiões do país.
Independentemente das crenças ou percepções individuais existe uma realidade preocupante, a desinformação que coloca vidas em risco.
Mensagens partilhadas sem confirmação, acusações públicas e conteúdos de alarme nas redes sociais podem incentivar, o pânico, perseguições, agressões e outros casos de violações dos direitos humanos.
Nem toda informação viral é verdadeira.
Nem todo áudio encaminhado representa um facto confirmado, por isso, antes de partilhar conteúdos sensíveis:
– Verifique a fonte,
– Procure informação oficial,
– Evite espalhar mensagens de medo,
– Denuncie conteúdos que incentivem violência.
A cidadania digital responsável também significa proteger vidas através da informação correcta.
“Recebi e partilhei… mas será verdade?”
Assim se espalham muitas mentiras.
Em Moçambique, a desinformação circula em formatos diferentes: textos, vídeos e áudios que chegam pelos grupos e redes sociais. O problema não é só receber… é confiar sem verificar.
— Isto tem fonte credível?
— A informação está completa e contextualizada?
— Parece exagerado ou urgente demais?

7 de Abril - Dia da Mulher Moçambicana
Hoje celebramos a força, a consciência e a capacidade de transformação da mulher moçambicana — também no mundo digital. 

Na cidadania digital, a mulher informa-se, participa, lidera e constrói comunidades mais justas.


Internet em Moçambique
A Constituição da República de Moçambique (Artigo 48), em consonância com a Organização das Nações Unidas, consagra o acesso à informação como direito fundamental.
A internet é hoje indispensável para a materialização desse direito. Contudo, os custos de acesso continuam a constituir uma barreira significativa em Moçambique.
Cabe ao Estado promover o acesso à internet como um direito — não como um privilégio.
Estás mesmo seguro online? Talvez não.
Todos os dias, em Moçambique, milhares de pessoas usam o telemóvel para falar, enviar dinheiro e aceder às redes sociais.
Mas é exactamente aí onde muitos golpes começam.
E num instante, os teus dados — ou o teu dinheiro — desaparecem.
• Nunca partilhes códigos recebidos por SMS
• Não cliques em links suspeitos
• Activa a verificação em dois passos no WhatsApp


